sexta-feira, 29 de agosto de 2014
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Ele volta da cozinha com uma taça de gim na mão e senta no sofá. Gim é estigante demais e talvez isso o divirta em mais uma das monótonas noites em que ele é liberado do trabalho mais cedo. Ela se mexe na poltrona para que o livro que está lendo fique melhor posicionado sob a luz do abajur.
Ele pergunta como foi o dia, ela responde que foi normal. Eles se detestam. Não, eles não se detestam, eles detestam o que significam um para o outro.
Ele toma um gole do gim e pensa em folhear um pornô no banheiro. Não, ficará mais avontade quando ela for dormir. Ele talvez pudesse, mas não a trai, apesar de tudo ela é uma pessoa boa e muitos anos atrás ele gostava dela.
Ela sente seus olhos se fechando e se pergunta se as palavras que lê ainda fazem sentido em sua cabeça. Ela pensa em acompanha-lo em uma taça de gim, mas a bebida é instigante demais e talvez a situação os force a conversar. Ela está cansada de conversar com ele. Fecha o livro.
Ela pensa que casou jovem demais. Ele pensa que tinha mais opções. Ele era engraçado, ela lembra. Ele se pergunta porque não viajaram o mundo. Ele tirou sua virgindade, naquela época isso era muito importante. Três anos de namoro. Eles estavam acostumados um com o outro, porque não casar?
Ela o encara por um segundo. Pensa em confronta-lo e mostrar o tédio que o casamento se tornou. Ele sustenta o olhar. Ela sabe que ele sabe. Levanta e avisa que vai dormir, apagando a luz do abajur. Ele lhe deseja boa noite, acaba de beber o gim e segue para o banheiro.
Thamyres Vaccaro
domingo, 3 de agosto de 2014
Esse é um trecho do discursos de formatura de um formando do meu colégio, o qual ele direcionou aos pais e eu achei muito coerente.
"Tivemos que vencer preconceitos pessoais de ideologias, preconceitos familiares que nos foram instituídos, preconceitos existências por medo de não sermos suficientemente bom para VOCÊS, quando na verdade nossa obrigação é sermos o suficiente para nós, sermos realizados em nossa vida pessoal, e que essa sensação maravilhosa possa ser transmitida a todos os presentes em nossas vidas, seja de maneira diária, seja como um contato que dura com estações. Somos frutos de nossos erros, em especial, dos erros que vocês provavelmente condenariam, e tenho orgulho de ter tido chance de cometer erros que se dependesse de vocês, nunca cometeríamos. Na verdade, são erros mesmos? Ou cada um instruiu o outro do que é um erro a partir de mágoas e decepções? Vejam como somos belas flores que crescemos em um campo selvagem, porém repleto de vida e que nunca seriamos tão belos a nossa maneira, e nem tão bem desenvolvidos, se ficássemos expostos simplesmente em seus jardins. "
"Tivemos que vencer preconceitos pessoais de ideologias, preconceitos familiares que nos foram instituídos, preconceitos existências por medo de não sermos suficientemente bom para VOCÊS, quando na verdade nossa obrigação é sermos o suficiente para nós, sermos realizados em nossa vida pessoal, e que essa sensação maravilhosa possa ser transmitida a todos os presentes em nossas vidas, seja de maneira diária, seja como um contato que dura com estações. Somos frutos de nossos erros, em especial, dos erros que vocês provavelmente condenariam, e tenho orgulho de ter tido chance de cometer erros que se dependesse de vocês, nunca cometeríamos. Na verdade, são erros mesmos? Ou cada um instruiu o outro do que é um erro a partir de mágoas e decepções? Vejam como somos belas flores que crescemos em um campo selvagem, porém repleto de vida e que nunca seriamos tão belos a nossa maneira, e nem tão bem desenvolvidos, se ficássemos expostos simplesmente em seus jardins. "
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
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