quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Espinhos



A rosa ali ficou, jogada no chão.  Despetalada, só lhe sobravam os espinhos e quem iria querer coisa tão perigosa ornamentando sua casa? Os dias corriam, pessoas passavam depressa e nem reparavam naquela agonizante flor jogava ao chão, a qual houvera sido tantas vezes pisada que ameaçava perder a forma. Por vezes crianças seguravam-na querendo analisá-la de perto, mas não havia sobrado nenhuma pétala, nenhum perfume, que fizesse dela  interessante, somente os espinhos furavam os dedos fazendo com que a atirassem novamente à terra.  Por mais que doa saber, a rosa que um dia deu vida aquele jardim com toda sua formosura, havia se tornado apenas um galho com espinhos, os quais indiscriminadamente machucavam a todos sem a menos piedade.





Thamyres Vaccaro

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