quarta-feira, 7 de março de 2012

Engrenagens



Ela estava quebrada. Sorria, brincava e todos sabiam do seu amor pela vida, entretanto, no pequeno espaço de tempo em que parava para pensar, ela sucumbia à tristeza gerada por algo desconhecido até mesmo pela própria garota. Parecia que estar afogada dentro de si. Havia algo escangalhado em sua alma. Ela estava farta de cometer erros, de tropeçar a todo momento, de esperar algo que nunca vinha e derramar aquelas lágrimas eram também um erro para ela em meio a tanta felicidade que tinha em sua vida. Uma vez  me disse desejar não acabar um livro, pois enquanto estava nele não lembrava que algo, mesmo que ela não soubesse do que se tratava, a deixava triste. Pois é, ela estava doente em seu interior e o que mais lhe doía era não saber o motivo já que, mesmo quando as coisas aconteciam conforme seus desejos, aquela inoportuna lágrima ainda estava ali. Eu à via sorrir e logo em seguida aquele sorriso se transformava em uma longa linha em seus lábios. Eram nuances de tristeza que à afetavam e ela não achava isso certo: a vida era tão bela ! Ela odiava saber que algo dentro dela estava triste e que toda vez que tentava saber o motivo, só conseguia mergulhar em um mar de lágrimas.
No fundo ela só queria ser concertada.



Thamyres Vaccaro

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