quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Quando pequena, nunca entendi porque meus tios mentiam para a minha prima mais nova dizendo que o cachorro do meu avô havia ido para um sítio e não morrido. Agora, com 21 anos, essa ideia me parece bem mais confortável. Isso porque, quando não é uma pessoa do nosso convívio diário, a impressão que temos é essa mesmo: de que ela foi para outro país e não irá mais voltar. De certa forma podemos nos acostumar com essa ideia, mas a verdade é diferente. É uma separação forçada, quase como se a vida te impusesse esse castigo sem ao menos te consultar. Eu nunca gostei de imposições, de ser mandada.

Por isso, quando a saudade aperta, eu imagino aquele intercâmbio na Áustria e, que pena!, lá o telefone não pega e você adotou uma vida mais natureba, largou o whatssap de vez... Que maravilha deve ser a Áustria e todas as histórias que você irá me contar quando nos encontrarmos (porque todo mundo se esbarra de novo nesse universo, pode apostar). E nesse dia eu vou ouvir alguém dizer "Vem cá, você sancha esse cara dupal, o Ford perfect? Tai um mingo que sabe onde guarda a toalha."

Para Lukas Kasdasdisand (eu nunca aprendi a escrever).

13/12/2018

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