sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Queria poder juntar os melhores momentos da minha vida e revive-los de novo e de novo. Por mais intensamente que sejam vividos permanece a vontade de ter novamente aquelas sensações que inundam a alma.

Hoje eu percebi que todas as pessoas que eu realmente amo estão envelhecendo, pedindo para passar um tempo comigo enquanto eu me isolo no mundo digital.
Já tentaram de diversas maneiras se reaproximar de mim, conversar e saber da minha vida como fora em outrora, mas eu tenho preferido companhias superficiais, distantes. Tenho os tratado como enfeites em minha vida, nos quais eu só mexo quando preciso.
Porém um dia, quando eu finalmente acordar para a vida, eu posso olhar envolta e não encontra-los esperando por mim, querendo minha presença. Podem ter desistido, posso ter me tornado somente uma lembrança para eles, uma resenha do que já fui. Eles podem não estar mais aqui.
Com oitenta anos falar que passei a vida trancada dentro de um quarto com um computador no colo nunca foi a minha meta. E se me perguntarem como era tal pessoa? Será que eu conseguirei me lembrar?
Já passou da hora de acordar, Thamyres..

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar..."
-Florbela Espanca

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

" Aquele espírito, positivo no meio dos seus entusiasmos, que amava a igreja por causa das suas flores, a música pela letra das romanças e a literatura pelas excitações apaixonadas, insurgia-se ante os mistérios da fé, assim como se irritava contra a disciplina, que era antipática à sua constituição." 
Madame Bovary

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012



Utilizo as mesmas divisórias de fichário à uns dois anos, já que elas estão em boas condições, e carrego o hábito de escrever, rabiscar e desenhar nelas durante as aulas.
Hoje, finalmente, tomei coragem para apagar as frases e desenhos que ali estavam, as quais me traziam diversas recordações. Enquanto esfregava com força a borracha sobre a "cartolina", afim de que nada ali permanecesse para que eu pudesse ter divisórias novinhas aonde farei novos desenhos, percebi que algumas coisas estavam a caneta e não haveria como apagar. Ficariam ali para sempre e eu as carregaria comigo até comprar novas divisórias.
Assim é a vida. Por mais que queiramos esquecer as coisas, apaga-las de nós, elas sempre deixam uma marca que carregaremos até o fim dos dias. Sempre imprimem algo em nossa alma e a molda.
Por fim acho que foi bom ter ficado alguma coisa, não aguentaria ficar sem mim mesma.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma vez rompidas as correntes,
Uma vez livres da pressão
Nos soltamos dos elos da vontade alheia
E nos tornamos escravos da sua opinião.