As vezes olho no espelho e me pergunto se eu sou útil na vida de alguém, se eu mudo algo no mundo ou se sou só mais um saco de bosta, uma perda de espaço andando por ai...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
terça-feira, 23 de abril de 2013
"Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!"
Andando atrás de mim, sem me largar!"
Florbela Espanca
Sabe, quando meu pai tinha a minha idade ele costumava ser o Rei do bairro.
Saia com os amigos, aprontava, irritava os vizinhos, arrancava suspiros das garotas e pouco se importava com o futuro, com as filosofias da vida, com complexo sistema no qual vivemos..tinha uma inconsequência típica da idade. No futebol era o craque, no vôlei não perdia uma só partida, quebrava corações sem a menor culpa e era sempre bola pra frente, bola para a rede.
Ele era jovem, ele era livre, tinha um mundo de possibilidades pela frente! Ninguém poderia doma-lo, ninguém diria o que ele deveria ser!
Acho que no fundo é assim mesmo, quando jovens somos donos do mundo e não sabemos, só nos damos conta disso quando o mundo passa a ser dono da gente.
Saia com os amigos, aprontava, irritava os vizinhos, arrancava suspiros das garotas e pouco se importava com o futuro, com as filosofias da vida, com complexo sistema no qual vivemos..tinha uma inconsequência típica da idade. No futebol era o craque, no vôlei não perdia uma só partida, quebrava corações sem a menor culpa e era sempre bola pra frente, bola para a rede.
Ele era jovem, ele era livre, tinha um mundo de possibilidades pela frente! Ninguém poderia doma-lo, ninguém diria o que ele deveria ser!
Acho que no fundo é assim mesmo, quando jovens somos donos do mundo e não sabemos, só nos damos conta disso quando o mundo passa a ser dono da gente.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Aceitei de vez que havia morrido. Morrera a dois anos, a 3 dias, morri ontem, morri hoje.. morrerei no segundo seguinte.
Sinto falta de quem fui um dia, dos meus sonhos, inocências e devaneios. Creio que buscarei sempre te-los de volta, ser um pouco do que fui já que guardo em mim partes putrificadas deste ser, mas cansei de me culpar por ter mudado.
Eu mudei, agora tenho novos defeitos, novas qualidades, novos anseios. Espero pelo hoje, pelo que farei dele e não mais por ter de volta o meu passado. Percebi enfim que de nada adianta relembra-lo com tamanho saudosismo se isto não alterará o meu futuro.
Tem sido um trabalho cansativo, sabe? Podar tantos ramos, gerar novas flores, ouvir de bocas alheias se meus esforços estavam ou não sendo gratificantes.
Passou.
Thamyres Vaccaro
Passou.
Thamyres Vaccaro
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Hoje eu percebi que todas as pessoas que eu realmente amo estão envelhecendo, pedindo para passar um tempo comigo enquanto eu me isolo no mundo digital.
Já tentaram de diversas maneiras se reaproximar de mim, conversar e saber da minha vida como fora em outrora, mas eu tenho preferido companhias superficiais, distantes. Tenho os tratado como enfeites em minha vida, nos quais eu só mexo quando preciso.
Porém um dia, quando eu finalmente acordar para a vida, eu posso olhar envolta e não encontra-los esperando por mim, querendo minha presença. Podem ter desistido, posso ter me tornado somente uma lembrança para eles, uma resenha do que já fui. Eles podem não estar mais aqui.
Com oitenta anos falar que passei a vida trancada dentro de um quarto com um computador no colo nunca foi a minha meta. E se me perguntarem como era tal pessoa? Será que eu conseguirei me lembrar?
Já passou da hora de acordar, Thamyres..
Já tentaram de diversas maneiras se reaproximar de mim, conversar e saber da minha vida como fora em outrora, mas eu tenho preferido companhias superficiais, distantes. Tenho os tratado como enfeites em minha vida, nos quais eu só mexo quando preciso.
Porém um dia, quando eu finalmente acordar para a vida, eu posso olhar envolta e não encontra-los esperando por mim, querendo minha presença. Podem ter desistido, posso ter me tornado somente uma lembrança para eles, uma resenha do que já fui. Eles podem não estar mais aqui.
Com oitenta anos falar que passei a vida trancada dentro de um quarto com um computador no colo nunca foi a minha meta. E se me perguntarem como era tal pessoa? Será que eu conseguirei me lembrar?
Já passou da hora de acordar, Thamyres..
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