domingo, 4 de maio de 2014

"Eu gosto das pessoas que param para escutar. Que gostam de abraços, que conseguem amar. Gosto de pessoas que riem de modo estranho, choram escondidas. Gosto de pessoas que não se escondem atrás de máscaras, pessoas que são fortes, pessoas que sempre seguem em frente. Gosto de pessoas que gostam de pessoas. Gosto de pessoas que sabem o motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto. Gosto de pessoas que nunca se vão, de pessoas que ficam, que tentam, que conseguem. Gosto de pessoas assim… Como elas são."
— Tati Bernardi. 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"E eu? Quem enxergará no fundo de mim, se nem eu enxergo no escuro? Ali no fundo mais fundo, onde não entra luz. Eu entro apalpando, com medo e com coragem, mas mal distingo as texturas. Intuo, às vezes. Mas enxergar, definitivamente não. Sou cega no escuro de mim, e aí reside o pavor e a liberdade."

Um trecho de um texto lindo que eu encontrei num blog chamado Bolhinhas da Lian. Segue o texto:

http://bolhinhasdalian.blogspot.com.br/2014/02/eu-estava-andando-pela-rua-do-catete.html 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pasto

- Eu quero que você fique pra sempre!
- Você sabe que eu não posso, eu não sou de verdade.
- Claro que é! Você está aqui! Eu posso te sentir, todos podem!
- Sim, eu estou aqui e todos podem me ver, me tocar, mas eu não sou de verdade. Eu faço parte apenas da sua imaginação, da imaginação de todos eles.
- Como assim? Então eu compartilho a mesma amiga imaginária com todos que estão ao redor?!
- Não, para alguns eu sou a garota que passa por eles com o olhar longe e o nariz empinado, para outros eu sou a freguesa distraída que pediu um McTriplo da promoção, a azarenta que confundiu os banheiros e para você eu sou a amiga que você precisava. 
- E quem são todos eles? Quem somos nós para você?
- São as pessoas que me criam, as pessoas cujas vidas eu cruzo para deixar algo, para mostrar o que não conseguem ver sozinhos, para acalentar a solidão. Lembra que você me disse que eu só atraía pessoas com algum vazio? Pessoas que precisavam de algo? Bem, talvez eu seja a própria solidão que dança com a solidão alheia para mostrar que estar sozinho pode não ser tão ruim assim, para te ensinar a fazer o melhor com aquilo que se tem.
- Mais espelho do que janela?
- Digamos que eu sou uma janela espelhada! (risos)

domingo, 9 de março de 2014

Para onde vão nossos silêncios?
Já pensou se existisse um mundo só para eles? Um lugar aonde eles ficassem guardados e as palavras que nunca dissemos ficassem ecoando sem parar. Onde não haveria profanação dos nossos sonhos, desejos e sentimentos, onde  tudo seria eternamente selado no profundo não saber.
E as palavras que engolimos, cortando nossas gargantas como espinhos, fazendo sangrar para dentro de nós mesmos chances que nunca mais teremos e trazendo consequências que mais parecem muros, se aconchegam na doce solidão deste mundo de vazios, sendo acalentadas por tantos outros erros, ou até acertos, que são o eco de mais palavras enviadas para o nimbo de nossas almas.
Deixe passar a oportunidade, deixe passar o pensamento, deixe morrer a sua língua. Aumente a natalidade desde universo de exílio que te persegue em vida e morte.
Para onde vão nossos silêncios?



Thamyres Vaccaro, depois de muito chocolate.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Sobre Nome

De maneiras diferentes posso dizer que os meus sobrenomes andam me perseguindo.
Primeiramente fui abordada por alguns amigos sobre o porque de ter mudado meu sobrenome em uma rede social e em seguida fui acusada de não amar a família do sobrenome antigo pois não o uso (oi?). Resolvi esclarecer alguns pensamentos que tenho em relação a isso, então vamos lá.
Comecemos a conversa esclarecendo que eu possuo três sobrenomes, cujo o mais bonito, na minha opinião, é o Vaccaro. Eu nunca gostei de ser igual a todo mundo e, quando pequena, achava meio clichê ter família vinda de Portugal (nacionalidade do primeiro sobrenome), por isso carregava no sotaque para falar o sobrenome italiano que todos tinham dificuldade de pronunciar.
Porém a minha mãe é uma pessoa levemente muito ciumenta e sempre me cobrou o uso do sobrenome dela, por isso decidi coloca-lo na conta da rede social que mais uso. Três anos se passaram e eu percebi que as pessoas em geral só usavam esse sobrenome! Poucas sabiam da existência dos outros dois! Logo, mudei meu sobrenome, nessa rede, para Vaccaro e deu certo, em menos de um mês já me chamavam pelo meu futuro "nome artístico". Obviamente isso me custou algumas reclamações da minha mãe, mas nada que não vá passar no futuro. 
Uma coisa interessante que ouvi de um amigo foi sobre a diferença das pessoas contidas em cada sobrenome que carrego. A "Thamyres Sobrenomedamãe", segundo ele, seria a que todo mundo conhece, que interage com as pessoas em geral. Já a "Thamyres Vaccaro" só se deixa ver por poucos, seria minha parte sentimental, que gosta de textos, fotografia, teorias e etc, tudo que quem me conhece não espera conhecer. Eu acrescentaria ainda a "Thamyres Terceirosobrenome", a qual ninguém sabe que existe e os que sabem só ouviram de sobressalto. É uma mistura de uma Thamyres que já existiu, com as marcas que a mesma deixou e talvez nem eu conheça muito bem essa Thamyres, uma Thamyres que está só no papel, no final de uma assinatura, isso quando é assinada. O próprio motivo de esconde-la é pessoal demais.
Mais uma vez me deparo com o meu mundo poliédrico e me pergunto qual pessoa estará contida nos sobrenomes alheios, qual será que eu conheço, qual será que eu nunca vi.
Quantas "você" existem em ti?



Thamyres, a Vaccaro.

" A adolescência tem um egoísmo típico, um isolamento até mesmo necessário, pois você está se descobrindo, se formando, experimentando as coisas."

- Cleibe, a sábia.
"Por  piores que sejam os meus erros, é preferível que eu seja quem sou do que ser quem eles querem que eu seja."

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