quinta-feira, 29 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012



Utilizo as mesmas divisórias de fichário à uns dois anos, já que elas estão em boas condições, e carrego o hábito de escrever, rabiscar e desenhar nelas durante as aulas.
Hoje, finalmente, tomei coragem para apagar as frases e desenhos que ali estavam, as quais me traziam diversas recordações. Enquanto esfregava com força a borracha sobre a "cartolina", afim de que nada ali permanecesse para que eu pudesse ter divisórias novinhas aonde farei novos desenhos, percebi que algumas coisas estavam a caneta e não haveria como apagar. Ficariam ali para sempre e eu as carregaria comigo até comprar novas divisórias.
Assim é a vida. Por mais que queiramos esquecer as coisas, apaga-las de nós, elas sempre deixam uma marca que carregaremos até o fim dos dias. Sempre imprimem algo em nossa alma e a molda.
Por fim acho que foi bom ter ficado alguma coisa, não aguentaria ficar sem mim mesma.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma vez rompidas as correntes,
Uma vez livres da pressão
Nos soltamos dos elos da vontade alheia
E nos tornamos escravos da sua opinião.

terça-feira, 16 de outubro de 2012



Ela estava naquela velha mesa rodeada de livros, papéis e canetas, aonde só ela conseguia encontrar as coisas. Ela sempre estava ali, todas as vezes que eu ia visita-la notava a mesa recentemente usada ou ainda em uso. Desde os sete anos estudava naquele lugar, cresceu atrás daquela mesa e atrás dela cresceu uma alma que poderia devastar o mundo se quisesse! Ela era agora uma jovem, nos seus 15 anos de idade, com ideias e pensamentos capazes de assustar o mais sábio dos homens por conta da maturidade e honra nos mesmos, porém mais parecia um pássaro engaiolado. Trancava a si mesma em deveres e regras que nem ela  compreendia, por medo de futuras consequências devastarem-lhe a existência. Havia ali um sabiá, que preso, foi perdendo a alegria e mergulhando em uma bacia de escolhas e dúvidas.
Eu a conhecia tão bem pois a sua alma era do mesmo material que a minha, compartilhávamos das mesmas angustias, dos mesmos medos, das mesmas dúvidas e receios. Ouvi-la falar era como ouvir a mim mesma e fazer uma auto analise. Eu admirava seu ser ir além do meu, com outros defeitos e qualidades!
Se cobrava tanto, queria tanto ser certa (como todos na nossa idade), que já não sabia qual era o certo e qual era o errado de se fazer.
Deixe a vida seguir menina! Lute com garra e determinação, mas também viva! Essa idade não volta e por isso não poderemos desfazer nossos erros, portanto ao invés de existir viva, mas viva com cuidado, pois a vida é uma só. E sempre se lembre da luz que tu irradias! De como és bela e soberana diante de todos os problemas que te afligem. Confie em mim, palavra de amiga.





Thamyres Vaccaro


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aquela mulher. O maior presente que te fora dado. A mais preciosa luz a qual te designaram guardar. O que faz com ela?
Só você pode fazer o que quiser dela. Pode ser sua desgraça ou sua eudaimonia, faze-la transbordar o coração de felicidade ou chorar o mais doloroso dos prantos. Por tanto tempo achou que sua vida dependesse da dela que agora se sente atônita ao perceber que no fundo a dela depende da sua. Só você pede deixa-la plenamente feliz. Só você.
Eu sei, parece muito peso, mas se soubesses como é fácil! Palavras dóceis, de amor, suas pequenas demonstrações de alegria.. Porque você torna tudo isso tão difícil? Será que ela não merece, ser tão belo, ser feliz também? Porque renegas a ela a felicidade? A priva de tal sabor tão sonhado e esperado?
Tão iluminado ser, se contenta em esperar pela felicidade se com a espera a pró-li se encontra estável.
Talvez seja o medo de vê-la feliz e perde-la, dela notar que você não a merece, que é melhor que ti em tudo e que pode ser feliz sozinha. O medo dela descobrir a luz própria e o quanto irradia alegria para com os outros. Descobrindo isso ela verá que não precisa de você e sem ela você não terá ninguém. Ninguém.
Mas deixe que seja feliz, livre em seu voo. Pois vê-la feliz, tu sabes, lhe causa intensa alegria que reprimis. E lhe juro que teu presente, gracioso e honroso voltará a ti para lhe fazer feliz pois te amas e tu o amas também.
Mãe.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cor de boca



Hoje eu decidi usar um esmalte da cor da minha boca. Decidi deixar o cabelo em paz e que irei em uma cachoeira o mais breve possível. Amanhã vou tomar o velho banho de sol matutino no caminho do ponto até o colégio, vendo-o cintilar como uma cruz em cima da passarela do metrô, por vezes vazia ou cheia, vai depender da hora.
Espero não sentir cede. Parece que toda água do mundo não é suficiente quando se trata de mim. Estou  com saudades de viajar, ir para o mato, andar nas pedras, ouvir o barulho da distância da vida criada para enganar a vida que nos foi dada. Decidi que vou na praia qualquer dia, vou convencer a minha mãe a meter o pé na estrada com o velho isopor  repleto de sanduíches, latinhas e suco. Vou tentar surfar. Tirar foto sorrindo na onda e rolar na areia pra ficar que nem bife empanado.
To afim de dançar, dançar em roda, sem seguir passos, sem obedecer a clichês ou me importar com os olhares e risos. Sempre tive vontade de botar um vestido de época, sabia? Já pensou em mim como uma dama? Amanhã devo passar uma sombra azul, mas queria ir catar conchas e corais no forte. Pássaros andam extremamente irritantes pra mim e as estrelas já querem falar de mais, sem me deixar apenas admira-las. Um saco.
Não quero mais um namorado, sabe? Peguete, ficante.. ah, isso é tão batido! O amor é o maior paradoxo de todos os tempos e as pessoas insistem em super valoriza-lo, em torna-lo o motivo de suas vidas. Vivem esperando que o hoje as leve para um amanhã com amor e cumplicidade, aonde acharão a felicidade eterna e soberana.. Por favor! As vezes penso que nunca chegamos a crescer! O amor é só mais uma armadilha que nos pondera a vida, não deixa que ela corra como deve correr. Corrigindo, ele corre com a vida, faz com que esperemos por ele sem aproveitar o que temos enquanto ele não chega. Mais um amigo acompanhado da infelicidade, da expectativa. Amor não se espera, amor aparece, amor brota, na hora que tem de brotar, ué!
Pois é, tanta coisa que eu venho adiando, deixando em segundo plano, preparando para o depois, sem nem saber se haverá depois. Decidi viver o hoje, sem pensar no amanhã, sem lembrar do ontem. Minha vida se resume ao hoje e eu tenho exatamente um dia, vinte e quatro horas para vive-la. O que poderia ser melhor que decidir o que será feito da sua vida? Eu posso, é só decidir o que farei hoje.
Decidi amar o hoje, amar a vida e tudo que há nela, porque é ela que eu tenho, ao menos por hoje.

Thamyres Vaccaro

domingo, 23 de setembro de 2012

Eu me recuso terminantemente a apenas existir. Não passarei minha estadia no conforto da sombra de uma árvore, quero mais é ir pro sol, quanto este aparecer, e pra chuva, mesmo que na pior das tempestades. Quero me deixar levar pelo vento, rodando o mundo, passando por diversas aventuras e lugares. Quero ser um mistério para quem me vê e poder por um sorriso em rosto apáticos.
Quero ser inteira, intensa, insana e dane-se o que os outros pensam! Dane-se o que esperam de mim!
A vida é uma só, a vida é breve de mais, não terei tempo para corrigir todos os meus erros, portanto vou aproveitá-la sem medo de errar, vou passar cada minuto intensamente, vou dar cada passo com firmeza!
Vou viver! Viver, não só existir.