sábado, 29 de dezembro de 2012

"Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar..."
-Florbela Espanca

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

" Aquele espírito, positivo no meio dos seus entusiasmos, que amava a igreja por causa das suas flores, a música pela letra das romanças e a literatura pelas excitações apaixonadas, insurgia-se ante os mistérios da fé, assim como se irritava contra a disciplina, que era antipática à sua constituição." 
Madame Bovary

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012



Utilizo as mesmas divisórias de fichário à uns dois anos, já que elas estão em boas condições, e carrego o hábito de escrever, rabiscar e desenhar nelas durante as aulas.
Hoje, finalmente, tomei coragem para apagar as frases e desenhos que ali estavam, as quais me traziam diversas recordações. Enquanto esfregava com força a borracha sobre a "cartolina", afim de que nada ali permanecesse para que eu pudesse ter divisórias novinhas aonde farei novos desenhos, percebi que algumas coisas estavam a caneta e não haveria como apagar. Ficariam ali para sempre e eu as carregaria comigo até comprar novas divisórias.
Assim é a vida. Por mais que queiramos esquecer as coisas, apaga-las de nós, elas sempre deixam uma marca que carregaremos até o fim dos dias. Sempre imprimem algo em nossa alma e a molda.
Por fim acho que foi bom ter ficado alguma coisa, não aguentaria ficar sem mim mesma.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Uma vez rompidas as correntes,
Uma vez livres da pressão
Nos soltamos dos elos da vontade alheia
E nos tornamos escravos da sua opinião.

terça-feira, 16 de outubro de 2012



Ela estava naquela velha mesa rodeada de livros, papéis e canetas, aonde só ela conseguia encontrar as coisas. Ela sempre estava ali, todas as vezes que eu ia visita-la notava a mesa recentemente usada ou ainda em uso. Desde os sete anos estudava naquele lugar, cresceu atrás daquela mesa e atrás dela cresceu uma alma que poderia devastar o mundo se quisesse! Ela era agora uma jovem, nos seus 15 anos de idade, com ideias e pensamentos capazes de assustar o mais sábio dos homens por conta da maturidade e honra nos mesmos, porém mais parecia um pássaro engaiolado. Trancava a si mesma em deveres e regras que nem ela  compreendia, por medo de futuras consequências devastarem-lhe a existência. Havia ali um sabiá, que preso, foi perdendo a alegria e mergulhando em uma bacia de escolhas e dúvidas.
Eu a conhecia tão bem pois a sua alma era do mesmo material que a minha, compartilhávamos das mesmas angustias, dos mesmos medos, das mesmas dúvidas e receios. Ouvi-la falar era como ouvir a mim mesma e fazer uma auto analise. Eu admirava seu ser ir além do meu, com outros defeitos e qualidades!
Se cobrava tanto, queria tanto ser certa (como todos na nossa idade), que já não sabia qual era o certo e qual era o errado de se fazer.
Deixe a vida seguir menina! Lute com garra e determinação, mas também viva! Essa idade não volta e por isso não poderemos desfazer nossos erros, portanto ao invés de existir viva, mas viva com cuidado, pois a vida é uma só. E sempre se lembre da luz que tu irradias! De como és bela e soberana diante de todos os problemas que te afligem. Confie em mim, palavra de amiga.





Thamyres Vaccaro


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Aquela mulher. O maior presente que te fora dado. A mais preciosa luz a qual te designaram guardar. O que faz com ela?
Só você pode fazer o que quiser dela. Pode ser sua desgraça ou sua eudaimonia, faze-la transbordar o coração de felicidade ou chorar o mais doloroso dos prantos. Por tanto tempo achou que sua vida dependesse da dela que agora se sente atônita ao perceber que no fundo a dela depende da sua. Só você pede deixa-la plenamente feliz. Só você.
Eu sei, parece muito peso, mas se soubesses como é fácil! Palavras dóceis, de amor, suas pequenas demonstrações de alegria.. Porque você torna tudo isso tão difícil? Será que ela não merece, ser tão belo, ser feliz também? Porque renegas a ela a felicidade? A priva de tal sabor tão sonhado e esperado?
Tão iluminado ser, se contenta em esperar pela felicidade se com a espera a pró-li se encontra estável.
Talvez seja o medo de vê-la feliz e perde-la, dela notar que você não a merece, que é melhor que ti em tudo e que pode ser feliz sozinha. O medo dela descobrir a luz própria e o quanto irradia alegria para com os outros. Descobrindo isso ela verá que não precisa de você e sem ela você não terá ninguém. Ninguém.
Mas deixe que seja feliz, livre em seu voo. Pois vê-la feliz, tu sabes, lhe causa intensa alegria que reprimis. E lhe juro que teu presente, gracioso e honroso voltará a ti para lhe fazer feliz pois te amas e tu o amas também.
Mãe.